segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Vou de férias por não saber que fazer

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Hoje de manhã saí muito cedo
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer.
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.

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Alberto Caeiro

6 comentários:

Bruma disse...

Boas férias! Que bons ventos te guiem!

Jinhos

Marta disse...

Boas férias.
Volta com vontade :)
Beijos

Apenas eu disse...

gosto particularmente de Alberto Caeiro, tem uma forma doce de falar da vida. doce e natural.

e

Fernando Pessoa dizia que pensar é estar doente dos olhos...

Boas Férias.

Graça disse...

Gosto muito deste heterónimo de Pessoa... apesar do meu preferido ser Álvaro de Campos. Se foste com o vento... voltarás na leveza da brisa.


Um beijo

Inezteves disse...

Ah que doçura o balouçar de pernas dentro d'água...delicioso!"Férias de Mim"...lembrei-me doutro português!

Rabisco disse...

=)
Olá!
Sem saber o que fazer é o que tantas vezes apetece...ser levado pelo vento...
Só poderia vir da espontaneidade de Alberto Caeiro!
Boa escolha de poema!

Abraço