quarta-feira, 30 de abril de 2008


Estou me sentindo muito sózinho..................

Se eu tivesse a coragem de to dizer.......................

terça-feira, 22 de abril de 2008


Escrevo-te esta carta Amor
porque não tenho mais voz para falar contigo.
No mais fundo de mim eu sei que destruí tudo.
TUDO!!
Destruí aquilo em que acreditaste,
o sonho que sonhamos juntos,
o que eramos um para o outro.
A certa altura tive medo,
endoideci
enlouqueci e destrui tudo.
O medo de amar era tanto
que não soube aprender contigo
a serenidade de um sentimento tão profundo como o teu.
Escrevo-te esta carta meu amor porque
os dedos já nem conseguem dedilhar na tua pele
o quanto te quero e,
tu foste sem uma palavra.


Meu amor, ainda me sabes ler?
Então sabes que sem voz e sem olhar,
mudo e cego eu ainda te sinto.

Meu amor de olhos infinitos lê esta carta e sussurra-me letra a letra o teu amor.

-

PTM

quarta-feira, 16 de abril de 2008

sábado, 12 de abril de 2008

O que eu queria era ter escrito algo que alma sentisse.

Mas tenho a alma dormente.

-

Afinal encontrei inspiração:

Os meus dedos tocaram ao de leve o teu rosto
E os lábios sedentos o pescoço
Sussurrei-te um desejo e um beijo
As tuas mãos agarraram as minhas
Tinhas medo do medo que ainda tinhas


Entregaste-me os lábios e os suspiros
Perdemo-nos de nós e só em nós como num nó.
E num lento despir e enlaçar
Rendeste-te ao Amor que te quis dar
E então nós os dois
Fomos um só.

-

PTM


(Rendição - Lady Aran )



Quando amanheces, logo no ar,
Se agita a luz, sem querer,
E mesmo dia, vem devagar,
Para te ver.

E, já rendido, ve-te chegar,
Desse outro mundo, só teu,
Onde eu queria entrar um dia,
Pr'a me perder.

Pr'a me perder, nesses recantos
Onde tu andas, sozinha sem mim,
Ardo em Ciúme desse jardim,
Onde só vai quem tu quiseres,
Onde és senhora do tempo sem fim,
Por minha cruz, jóia de luz,
Entre as mulheres.

Quebra-se o tempo, em teu olhar,
Nesse gesto, sem pudor,
rasga-se o ceu, e lá vou eu,
Pr'a me perder

Pr'a me perder, nesses recantos
Onde tu andas, sozinha sem mim,
Ardo em ciúme desse jardim,
Onde só vai quem tu quiseres,
Onde és senhora do tempo sem fim,
Por minha cruz, joia de luz,
Entre as mulheres.

-

Paulo Gonzo

Pedi à Lady Aran que me desenha-se um desejo.

Porque estou pouco inspirado para escrever sobre o maravilhoso traço que me ofertou, deixo um poema conhecido que lamento não seja meu.

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terça-feira, 8 de abril de 2008


Devias estar aqui rente aos meus lábios

Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um

- Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum

Eugénio de Andrade

segunda-feira, 7 de abril de 2008


Na onda da NI.
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Nomeei-te.


Precisava de um nome, um tema, um guia , um Norte, qualquer coisa que me trouxesse de volta o caminho.
No fundo o que eu precisava era mesmo de uma razão para existir.
Um homem quando chega aos 40 a cair para os 50, não é como a Sharon Stone que cruza e descruza as pernas num truque de sedução e está tudo feito.
Um homem usa calças. E mesmo que não usasse, não somos todos como aquele escocês da publicidade ao William Lawsons que faz o truque e ela a Sharon Stone, se parte a rir.
Mas há por aí muita mulher de 50 que cruza as pernas e, tomara muita miúda cheia de McDonald's fazê-lo com aquela sensualidade e firmeza.
Mas ...nos 40 a cair para os 50 perdi-me no caminho que já não faço.
Cada estrada não tem fim.
Cada viagem é um abismo.
Cada esquina é um embaraço de linhas curvas que não se desenlaçam.
Nomeei-te. Chamei por ti e só me respondeu o cansaço. O silêncio estendeu os braços e a solidão abraçou-me.

Estou cansado.

Vou deitar-me à beira da Primavera.
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PTM

quarta-feira, 2 de abril de 2008


Ela não apareceu.

-
Por Cristiano Dantas*


"Ele estava feliz ao extremo. Após conversarem por telefone, viu ali a possibilidade de vê-la mais uma vez. Preparou-se, perfumou-se. Ensaiou todo o discurso medindo palavras e entonação de voz. Colocou sua melhor roupa. A ansiedade fez com que chegasse uma hora antes do combinado. Comprou um presente óbvio, porém inteligente. Com tudo orquestrado, tinha a certeza de que a embalagem estava pronta e o conteúdo agradaria.

Desde aquele dia, quando brigaram, sentia a falta dela. Era como se não tivesse vivido as últimas semanas. Não acreditava no término da relação. Apagou tudo de ruim que aconteceu, pois agora a veria novamente. Sem expectativa alguma, segundo ele, apenas queria encontrá-la para matar a saudade de uma pessoa querida.

O homem é assim. Não concordará nunca de imediato que ainda está apaixonado e que não a esqueceu. Carrega dentro de si um orgulho antigo, de gerações passadas, e nunca admitirá que não sabe viver sozinho. Pessimista por natureza, sempre se lembra do jogo das margaridas aonde acredita ser vítima constante do mal-me-quer.

O horário combinado chegou e passou. Ela simplesmente não apareceu. Ele ficou abatido e triste. Decepcionado, de certa forma, sentiu-se culpado por tudo aquilo. O que aconteceu? Telefonou e ela respondeu que estava ocupada, o trabalho tomou conta de sua agenda. Quem sabe um outro dia então? O problema é que o amor não olha o calendário, a saudade sim. "

-


Pensei depois de ler:....- "E quando eu te fiz isto?!"

segunda-feira, 31 de março de 2008


Florbela Espanca

Languidez

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...

E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...



quinta-feira, 27 de março de 2008

Como já repararam o Blog CleopatraMoon é feito por uma mulher de corpo inteiro.Não a conheço mas tenho pena. Pena porque não imaginava que uma mulher que exerce a carreira que a Cleopatra exerce, conseguisse levantar véus como ela levanta , ser autêntica como ela me parece ser. Ser no fundo, mulher inteira. Deixo aqui uma homenagem a duas mulheres que usam o mesmo nome - Cleopatra a histórica e a que conhecemos do Blog. Com a devida vénia...

Cleopatra


E não só

Porque é assim que a imagino: lutadora, dura, doce, meiga, uma fera, inteligente, que chora, que ri, que sente, que esquece, que recorda, que falha, que vence,

....misteriosa...

sexta-feira, 14 de março de 2008

click to comment
Meu amor

Morango maduro
Sede de fruta vermelha
Seda em pele de sereia
Seiva por mim e em ti

Meu amor
Meu vermelho de dor
ferida aberta na alma
desejo de fome
saciado e em flor

Meu amor
Deixa-me passar os dedos
nessa seda macia
do aroma ao teu corpo...
E na boca mordida
matar a sede do dia

em que em espera sentida
será seiva
e vida
deixa , deixa-me amor.
-
PTM

terça-feira, 11 de março de 2008

It's Not Goodbye - Sweet November MV

Nelson (Keanu Reeves), um famoso publicitário, conhece Sara (Charlize Theron), uma simples rapariga

Como compensação de lhe ter atrapalhado a vida profissional, ela pede a Nelson que more um mês com ela, com o argumento de ajudá-lo a aproveitar melhor a vida, já que ele é completamente dedicado ao seu trabalho.

E, neste mês de Novembro, nascerá uma inesperada e avassaladora paixão difícil de manter o controle da racionalidade.

-

UM dia, alguém me disse para saborear o Tempo e eu não liguei.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Ne me quitte pas --- Helene Segara & J. Brel

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

De repente estavas tão longe.Não sabia como quebrar o enorme muro que eu erguera pedra a pedra entre nós. De repente o teu olhar escondia-se atrás dos óculos escuros. De repente eu tinha-te ao alcance da minha mão e não sabia como chegar a ti. O Sol reflectia-se no teu cabelo e dava-lhe um tom de fúria. E eu tinha medo. Sentia-me tão pequeno perante o tamanho todo da tua personalidade, do teu querer, do teu saber sempre o que fazer e o que querer.

De repente pedi-te para mudar de mesa. O Sol parecia ter-se apagado ao teu redor e a tua luz ficou mais suave. Começaste a falar. Como numa despedida, fazias um resumo de tudo o que deixara de repente de ser nosso.

E de repente, sem eu saber como, as nossas mãos enlaçaram-se e os teus olhos falaram comigo e a tua voz envolveu-me e eu tive vontade de te abraçar e de me deixar envolver e de morrer de amor em ti. De repente. Não mais que de repente.


PTM

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Fui apanhado em mais um desafio, escrever um texto com 12 palavras que, para mim sejam mais do que apenas palavras.
Pois bem...


Escolhi a s seguintes palavras:

TEMPO
MAR
DIA
DOR
AMOR
NÃO
TU
NÓS
FELIZ
LÁGRIMAS
EU
FIM

Disseste-me um dia que EU achava que era todos. Que decidia sózinho por mim e pelos outros. Que quando queria o bem de todos queria apenas o meu bem estar próprio. NÃO sei se tens ou não razão.
Por mim EU não sou nada do que dizes que sou e TU és o que eu quero não perder .
Dizes-me que o meu estar é como o MAR. Ora estou, ora vou, ora quero ficar.
NÃO houve um único DIA que não tivesse sido FELIZ quando eramos NÓS.
Agora são as LÁGRIMAS as tuas companheiras de jornada ou serão antes as nossas companheiras até ao FIM?
-

PTM
E segundo as regras do desafio, passo as 12 palavras para:

FERNANDO

LUA DE LOBOS
MIMO_TE
ARAN
CLEOPATRA

NI

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008


A LUA DE LOBOS desafiou-me para dar seis características minhas...


1 - Sou Orgulhoso.
2 - Sou apaixonado e sofro com isso e por isso.
3 - Viciado em Trabalho.
4 - Sou triste mas pareço alegre.
5 - Gosto de boa politica.Alguém me diz onde há hoje em dia?
6 - Gosto de voar e adoro ler, caminhar e viajar.


E Desafio:




A ARAN
A MIMO_TE
O SOM DO SILÊNCIO
AS SOMBRAS DE FIM DO DIA
A ANA LUAR
O AMARAL



ABRAÇOS AMIGOS



domingo, 10 de fevereiro de 2008


Estrela da Tarde

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

(...)


Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!


José Carlos Ary dos Santos

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008


Não preciso de perguntar o que
me dizem os teus olhos quando
os olho; nem te olho para que,
com os teus olhos, um só olhar

tudo me diga. O que me dizes
esconde-se no fundo que não vejo
quando me olhas, para que
tudo o que vejo me mostre

o fundo dos teus olhos. E
quando te peço que os feches, para
que um outro fundo se abra,

o que me dizes é o que
não sei se os teus olhos dizem,
quando o dizes nos teus olhos.

Nuno Júdice

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Hoje como todas as manhãs vi nascer o sol e vi a praia acordar. Ao volante do meu carro que detestas, pensei que podia estar ali ao teu lado e ver o sol nascer contigo. Pensei que talvez com sorte, quem sabe, podia cruzar-me contigo na estrada. Pensei que, com mais que sorte, podia trazer-te ali ao lado sentada, sonolenta de uma noite dormida no meu braço. O Sol ía iluminando a manhã e eu tive vontade de te ligar. Deixar uma mensagem de voz, dizer-te que te amo. Que te amo. Que te amo. Que te amarei sempre.

E se eu te escrevesse uma carta?

PTM

terça-feira, 22 de janeiro de 2008


Aqui neste profundo apartamento

Aqui neste profundo apartamento
Em que, não por lugar, mas mente estou,
No claustro de ser eu, neste momento
Em que me encontro e sinto-me o que vou,
Aqui, agora, rememoro
Quanto de mim deixer de ser

E, inutilmente, [....] choro
O que sou e não pude ter.

Fernando Pessoa

sábado, 19 de janeiro de 2008

Frente a frente

____
Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.
Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!

______
Eugénio de Andrade

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Um dia disseste-me - I Will Always Love You

domingo, 13 de janeiro de 2008

Telefonei-te.
Atendeste.
- Estou.
-Sim, Sou eu. Como estás?
-Bem. E tu, como estás?
-Vou indo. Vou indo . Tudo na mesma.
-Sim...
- Tenho saudades tuas.
- Hum hum...
- Tenho saudades da tua pele, do teu cheiro...
- Sim...
- Saudades de te ver, falar contigo...ver-te,...ouvir-te,... conversar,...
-Percebo.
-É bom ter saudades não é?
- Não sei. Depende do ponto de vista.
- Saudades é sinal de que sentimos falta.
- De cama?
- De ti.
- Ok. Vou... tenho de desligar desculpa.
- Quando te vejo?
- Não sei. Não sei.
- Tenho saudades...
- Adeus.......

Desligaste.Porque não te esqueço?
-

sábado, 5 de janeiro de 2008

domingo, 30 de dezembro de 2007


- Toma.- disseste- É para leres só para o ano. Só para o ano. Está aqui o que não consigo dizer-te porque quando estou contigo não alinhavo sequer as palavras quanto mais os sentimentos.
Foi exactamente assim que me disseste.

Guardei o envelope bordeaux na mão . Era rectangular e eu não o queria dobrar. Abri a pasta e coloquei-o lá dentro. Afinal, agora desde que vivo sózinho não corro qualquer risco de que possam lê-lo também para além de mim.
Mas abri-o hoje. Há dias que me queima as mãos cada vez que lhe pego e o olho com curiosidade. É de um papel acetinado. Bonito. Sem aroma. Parecido com o gesto com que mo deste.
Abri-o e li.

Começava com o meu nome escrito em cima à direita
E continuava:

"Decidi escrever-te porque nunca consigo dizer-te o que penso e sinto de há uns tempos para cá. Tomei algumas decisões e quero ordená-las e que tu saibas quais são.
Sei que olhos nos olhos ías sempre fingir à questão e eu não conseguiria ser frontal, firme ou segura nas palavras.
Assim fica escrito, como um contrato que não é promessa é definitivo.
Cansei dos teus medos e das tuas ausências ou das tuas presenças inconstantes e angustiadas, das tuas dúvidas sobre o que sentes e sinto.Não tenho mais paciência para viver com a tua insegurança. Mesmo não sendo uma relação de acordo com os parâmetros sociais e legais, pensei sempre que a cumplicidade , a amizade, o amor que nasceu depois te dessem força para ficar com certezas.
Mas tu não sabes ficar.
Não sabes sequer se queres ficar.
Não sabes quem queres e crias cenários à tua volta para me magoares. Depois morres em folhas de rosas brancas que presumo são as lágrimas que imaginas fazer-me chorar.
Vive as tuas aventuras.A tua vida económica fácil e desafogada. O teu ar de galanteador aqui e ali.Os teus horários que modelas a teu tom.
Vive e morre disso.
Desejo-te no novo ano a procura do que realmente queres E desejo que encontres o teu rumo, o teu Norte ou quem sabe o amor da tua vida. Eu não sou essa pessoa.Não que não tenha pensado muitas vezes que o era mas, só porque tu nunca me viste assim
Sê Feliz. Um Óptimo Ano Novo.

PS - Não me procures. Estarei longe se souberes que estás perto. Dormirei se te souber acordado. Estarei acordada quando dormires e não quero mais ouvir a tua voz.
Só mais uma coisa: Um dia decidi deixar tudo por ti. No dia seguinte descobri que tiveste medo que o fizesse e ficasse eternamente agarrada a ti."


Assinaste. A tua letra suave e musical ao canto.

Dobrei a carta e enchi-a de rosas brancas.
-
PTM

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007



Compasso

Te quero aqui comigo
Agora
Sem medo de mim
Ou da hora
Quero teu corpo
No meu corpo
Meus cabelos
No teu rosto
E no abraço
O compasso
Curto
Urgente
Pra gente ser verso
Até amanhã
Até de manhã
-
Maria Rachel Lopes

Do teu cheiro

O gosto da tua pele
sal impregnado em meus lábios
que me mata de sede
à beira da fonte dos teus prazeres.

O teu gosto na minha boca
mel que sacia meus desejos
na hora derradeira
do medo de te perder
em meio aos lençóis.

O teu cheiro impregnado
no meu corpo
perfume raro que nem a chuva
leva de mim...


Ademir Antonio Bacca

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Embora tenha passado o Natal sem ti

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007


Perdido.
Andei perdido.
Mas ando ainda perdido.
Nada nem ninguém me consegue encontrar.
Nem eu.
Tento em cada palavra definir-me
Em cada gesto encontrar-(te) -me
Não consigo
Logo na primeira esquina perco-me de novo.
Já não tenho nada
O trabalho é o meu guia
E eu que tanto te quero
eu que tanto te queria
Que quero eu?

Que quero eu que não sei ter o que tenho
Nem sentir o que sinto
Que apenas minto
Que apenas minto...
-
PTM

sábado, 8 de dezembro de 2007


Quando te digo que sinto o teu corpo nos meus lábios, é verdade.
Quando te digo que acordo de manhã a pensar em ti, é VERDADE.
Quando te telefono em desatino e digo que deito fora o que é nosso, é verdade.
Quando te sonho e te imagino e depois te fujo, é verdade.
Quando me escondo e te ignoro, é verdade.
Quando te digo que sonho contigo acordado, é verdade.
Quando te digo que te AMO, é verdade.
Acredita-me é VERDADE.

PTM